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Para quem ama fotos

quarta-feira, 30 de junho de 2010


Pessoal! No meu Twitter recebi um twit que falava de um site interessantíssimo!

Sabe aquelas máquinas que batem fotos sequenciais? Bom, aposto que você tem muita vontade de encontrar uma pelo caminho (como eu!) mas nunca teve a grata chance (como eu! rs...). 

Bom, seus problemas acabaram! No site http://www.laphotocabine.com/ você pode bater as clássicas fotos sequenciais! E o melhor: na sua webcam! Escolhe se quer colorido, p&B, se as fotos devem estar empilhadas ou lado a lado! Um luxo!

E você pode bater quantas fotos quiser, sem gastar uma moedinha e sem ter que ver se tem fila... =) Pior que é um vício... já fiz umas dez fotos de brincadeira!

Eu amei! Visitem tbm!





Nem deu pra reparar que sou fã da Gaga, né? =P

Fica a dica! =)

No melhor estilo Lady Like

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Com mais uma campanha extraordinária, a Louis Vuitton inovou mais uma vez!


No desfile Fall 2010 (ok, está atrasado para notificar, me desculpem!) a marca trouxe modelos mais cheinhas, com curvas para dar e vender, resgatando um ar lady like e totalmente saudosista dos anos 40 e 50!

Para aqueles que não sabem, o estilo que chamamos de lady like ou como os garotos gostam de chamar, “mulherzinha”, trata-se de uma forma de vestir que prima por modelagens com um pézinho no passado. Vestidinhos de cinturinha marcada, valorização das curvas, sapatilhas combinando, saias rodadas, luvas... Um retrô muito chic!

A campanha trouxe três grandes top models: Karen Elson, Christy Turlington e Natalia Vodianova representando a era de modelos em um camarim retrô, retratado pelas lentes do expert Steven Meisel. Um verdadeiro arraso!

O mais interessante foi perceber que essa tendência revelada pela Louis Vuitton também apareceu em outras grifes. Ou seja, meninas: curvas a mostra no melhor estilo pin-up comportada!

Deixo vocês com as imagens do catálogo!







Fica a dica! =)

Estilo: Todo Homem deve ter também!!!


 
Moda e Estilo sempre vêm associados à mulher. Talvez pelo fato de nós nos interessarmos mais pelo tema, com aquilo que desejamos passar para os outros, de adequar nosso estilo de vida ao nosso estilo pessoal: gostos, desejos, necessidades.

Bom, mas nos últimos dez anos (me atrevo a colocar um marco temporal, embora não seja correto) tenho observado um aumento do interesse masculino pelo mundo da Moda e do estilo. Os homens parecem estar mais antenados com o que vestir, como vestir, o que usar ou não em determinada situação e existem até os chamados "metrossexuais" (homens que possuem grande vaidade). Eu não gosto de rótulos, então para mim  que importa mesmo é que esses rapazes estão cada vez mais cuidadosos com sua imagem pessoal, dividindo, inclusive, espaço conosco em salões, nas araras de muitas grifes e tendo revistas especializadas para o público masculino dedicando algumas páginas para esse mesmo tema.



Mas vamos falar a verdade: qual mulher não gosta de um homem BEM apresentado? Não falo de roupas caras. Claro, não há como negar que as principais tendências partem, em quase 100% dos casos, das grandes marcas que ditam a moda da estação. Mas de nada vale um homem etiquetado dos pés a cabeça, sem que saiba o que usar para valorizar sua própria beleza, seus traços, seu porte.  A máxima "de acordo com seu estilo e corpo" que vale para as mulheres, serve, também, para os homens.



Sempre incentivo meu namorado a se vestir de forma a valorizar seus atributos físicos (ele tem estatura baixa para mediana com porte físico largo - é o chamado "troncudinho"), a usar combinações que modernizem sua imagem, sem deixar de lado seus gostos. E acho que toda mulher gosta de ver seu love bem apresentado, não?

Quando vemos um homem de terno não é um verdadeiro frisson? Claro, existem valores ideológicos, culturais que um terno carrega (não nos esqueçamos de que a roupa sempre reflete nossa época e valores), mas que causa uma boa imagem, ah... Isso causa! Um homem cheiroso, limpo (acima de tudo!) e arrumado é tudo de bom! E se tiver estilo então... Sucesso garantido!

Por isso, o B!S... separou um pequeno editorial de moda para que vocês, homens antenadíssimos, possam se inspirar. Ou vocês, mulheres estilosas, possam inspirar seus namorados, maridos, irmãos, pais, amigos... etc.

Quem pensa que somente a mulher é quem deve investir nos acessórios, engana-se. Os homens também merecem ter os seus. O que ele pode usar como acessório? A resposta é: lenço, óculos, cintos, echarpes, cachecóis, chapéus, anéis, pulseiras e tudo que combinar com seu estilo. Opções não faltam. 





Uma boa pedida é apostar no estilo inglês, que é muito elegante. Lenços listrados e xadrezes nas cores marrom, preto, vermelho; cachecol com ponto mais largo e grosso; chapéu e boina, um sucesso nos anos 20; nos pés, Work Boots, botas pesadas feitas em couro, perfeitas para usar com jeans! Um arraso! Ah! E não esquecer o clássico, mas sempre atual, óculos Rayban - Aviador.

  


Para os mais descolados, jeans e camiseta branca com leves detalhes em couro e um óculos wayfarer.


Para os amantes de futebol, camisas pólo nas cores do time da preferência do boy são o que há e MUITO mais chic do que aquelas camisas PA-VO-RO-SAS tradicionais (#prontofalei!) que só servem pros dias de jogos, pois fora deles não há nada de mais over!



E os perfumes? Sugiro alguns:

Comum entre os brasileiros, citrico amadeirado, tem um cheiro bem marcante, aromático, forte, um perfume com presença bem forte, ótimo para se usar a noite. À partir de R$ 59,00 por 30ml
KOUROS de YSL possui uma fragrância mais austera, conservadora, mas de grande impacto, combina mais com homens mais velhos. Contém chipré especiarado, com notas de cravo-da-índia, artemísia, coentro, incenso, musgo de carvalho, patchouli, jasmim, almíscar e baunilha. À partir de R$ 185,00 reais por 50 ml

Ele contém floral amadeirado, com notas de bergamota, styrax, lavanda e sândalo. Desde 1988 que este perfume está a venda e continua bem popular entre o público masculino.  À partir de R$ 139,90 por 30ml



Refrescante amadeirado, com notas de gengibre, sândalo, mandarim e folhas verdes. É o típico perfume que não tem erro, tem um tom bem refrescante e ótimo fixador.  À partir de R$ 149,00 por 100 ml
Allure é classificado como uma fragrância refrescante, oriental, lenhosa. Possui uma mistura de frescor oriental de frutas cítricas com um rastro de temperos e pimenta. Com notas e essências de bergamota, jasmim e cedro. Misturado com notas de baunilha, sândalo e âmbar. Ideal pro dia a dia, é marcante, fresco, suave e o fixador com qualidade Chanel. À partir de R$ 149,00 por 100 ml
Perfume fresco e com personalidade, marcando uma presença discreta. Refrescante amadeirado, com notas de bergamota, coentro, sândalo, noz moscada, almíscar e âmbar. À partir de R$ 189,00 por 125 ml

Perfume bem forte, marcante. Contém Fougère oriental, com notas de menta, artemísia, bergamota, lavanda, canela, flor de laranjeira, sândalo, baunilha, cedro e âmbar.  À partir de R$ 189,00 por 125 ml
Perfume 100% aprovado por todos, as mulheres adoram! Excelente fixador e o quesito Custo/Benefício ainda melhor. Floral frutal, com notas de jacinto, jasmim, âmbar, sândalo e almíscar.  À partir de R$ 159,00 por 100 ml
Outro clássico! Lançado em 1978. Amadeirado e refrescante, contém gerânio de Bourbon, âmbar, sândalo, vetiver e musgo de carvalho. É recomendada para um uso casual. A partir de – R$ 120,00, por 50 ml.

Assim, não há como um homem não ficar estiloso se seguir essas sugestões! Qualquer dúvida, que tal seguir Karl Lagerfeld, na minha humilde opinião, o homem mais elegante do universo e, nem por isso, menos estiloso?



É isso, guys! Fica a dica! =)

H. Stern e suas MIL maravilhas...








Bom, o filme Alice, em termos de conteúdo, pode não ter impressionado tanto quanto esperávamos (ao menos a mim). Mas é inegável que a parte estética, os efeitos especiais 3D e os belos cenários surpreenderam (e muito!) a todos nós.

No ensejo do filme, muitas grifes famosas aproveitaram para lançar suas coleções temáticas, como a Urban Decay (que lançou uma linha de maquiagem), O.P.I. (que lançou uma linha de esmaltes), a Mattel (e seus famosos bonequinhos do longa – confira o do Chapeleiro!), Renner e Ellus (com camisas temáticas), Abbey Dawn (grife da cantora Avril Lavigne, também com modelos temáticos), Lupalupa (com numa linha de óculos formidáveis), a Melissa (uma das minhas marcas favoritas, com uma sapatilha FOR-MI-DÁ-VEL!), Copag (com um baralho temático), Stella McCartney e a Swarovski (com uma interessante coleção de jóias) e tantas outras, que se eu ficasse nomeando, esse post não seria suficiente. De fato, o filme de Tim Burton serviu de inspiração para muitos dos artistas por detrás dessas grandes marcas.

Mas, em minha humilde opinião, nenhuma delas soube captar com excelência o espírito e a estética do filme, como a joalheria H.Stern.

Gato Risonho - O anel maior tem 8,5cm de altura por 7,5cm de largura. O menor, 5,7cm de altura e 3,8cm de largura. No anel maior, há galhos com diamantes cognac. E, tal qual no filme, o sorriso do gato brilha no escuro.


Jabberwocky – O monstro tem 5,5cm de altura e 4,5cm de largura na versão maior do anel. E 3cm de altura e 2,1cm de largura na versão menor. Nos dois modelos, há diamantes negros nas asas e diamantes brancos nos olhos. 


A HS inovou ao nos presentear, em parceria com a Disney, com uma coleção de anéis conceituais, em proporções realmente diferenciadas (os menores anéis chegam a ter 2,1 cm de altura e os maiores 7 cm!) e um design para NINGUÉM botar defeito.

Para os desavisados, a HS é uma tradicional joalheira brasileira, criada pelo saudoso Hans Stern, que em seu visionarismo, conseguiu construir uma marca forte e sólida, com um design único. Como se não bastasse, ainda colocou as pedras brasileiras no hall da wishlist de qualquer mulher elegante e estilosa. Sr. Stern criou linhas de jóias que valorizavam as cores, texturas, brilhos, conseguindo, como nenhum outro, aquilatar a beleza de cada uma de nossas pedras de forma singular.

Rosas Falantes – O anel maior tem 5,9cm de altura e 5,5cm de largura. O menor, tem 3,4cm de altura e 2,2cm de largura. Em ambos, o botão de rosas é recoberto de diamantes

Por isso, não poderíamos esperar menos da HS numa coleção com essa. Segundo o blog da joalheria (Adoro Jóias) Roberto Stern, filho de Hans Stern, reuniu os designers e passou o briefing do que ele esperava da coleção: “quero algo surpreendente”. Os designers, então, optaram por fazer anéis (por ser muito difícil inovar com eles, já que a área de trabalho é muito pequena) e escolheram não trabalhar com os personagens óbvios, como o Chapeleiro Maluco ou a própria Alice (personagens, inclusive, trabalhadas pelas outras marcas). Invés disso, buscaram detalhes do cenário e criaturas fantásticas como fonte de inspiração. O resultado foi uma coleção singular e extremamente elegante. Se ele queria surpreender, conseguiu!

As jóias são inspiradas em passagens específicas do filme, com um detalhismo admirável. Ao todo são 5 anéis, cada um deles tendo duas versões: uma com proporções maiores e outra com proporções reduzidas. Eu, particularmente, AMEI os anéis com proporções maiores (no meu palpite, as proporções originais). Isso porque permitiu maior riqueza de detalhes e formas, ocasionando uma beleza inconfundível.

Os anéis mais reduzidos (não menos belos), creio eu, são para aquelas mulheres mais discretas, que desejam até prestigiar a coleção, mas gostam de jóias menos chamativas e que vão a todo tipo de ocasião. Eu, se tivesse que optar, escolheria os maiores, pois esses anéis são verdadeiros A-CON-TE-CI-MEN-TOS, #prontofalei ! Imagina, você usando um belo vestido preto e o anel Pássaro de Topiária? Ou então, um jeans, camiseta branca, bolsa básica e... o anel Floresta de Cogumelos? Precisa de mais alguma coisa???

Pássaro de Topiária – O maior tem 7cm de altura e 9,7cm de largura. O menor tem 2,9cm de altura e 2,4cm de largura. Nas duas versões, há diamantes nas asas.


Floresta de Cogumelos  – O anel maior tem 4,2 cm de altura, incluindo o aro, e 4cm de largura; o menor tem 3,3 cm de altura por 2,3cm de largura. As duas versões têm cogumelo recoberto de diamantes e cogumelos esmaltados.


E não se trata somente de jóias. A HS criou toda uma experiência aliada à coleção. Se você comparecer a loja de Ipanema, por exemplo (Rua  Visconde de Pirajá - 490 , Ipanema), poderá ter a impressão de estar “entrando” no filme, proporcionado pela decoração da fachada da loja, com grandes painéis que lembram a floresta de Cogumelos. Perfeito, não?



A coleção fez tanto sucesso que foi noticiada em diversos editorias de modas das mais distintas e respeitadas revistas do ramo... e em TODO o mundo!

Harper’s Bazaar, México, Maio/ 2010





Vogue Joias, Portugal, Junho/ 2010

Elle, Rússia, Junho/ 2010


 L’Express, França, Maio/ 2010


Madame Figaro, França, Maio/ 2010


InStyle, México


Para você, que como eu, se apaixonou, confira o vídeo da coleção:


E não se esqueça de visitar o blog deles! Tem dicas de estilo, reportagens e novidades fresquinhas de cada coleção da HS! Sou leitora assídua e vale MUITO a pena! E aproveito para agradecer a Roberta Rosseto pela atenção e gentileza, ao autorizar a vinculação das imagens da coleção aqui no Be! Sui Generis.

Fica a dica! =) 


Alice sem maravilhas...

domingo, 6 de junho de 2010


Assisti o famigerado Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton (ganhei os ingressos depois de comprar uma botinha linda na Melissa!!!).  Confesso que esperava um grande espetáculo, nos moldes de Avattar, afinal, filmes em 3D estão na moda e mesmo que a história seja ruim, o 3D salva.

Mas essa não foi a minha impressão. Com relação à Alice duas grandes crateras se abriram durante o longa: uma concerne o visual, a outra o conteúdo.

Li muitas críticas desse filme, mas nenhuma delas, no entanto, me impressionou mais que Lucino Ramos. E como historiadora que sou, a hipótese do autor é bem audaciosa. Vejamos:

Há de fato uma maciça dose de mistério cercando esse trabalho de Tim Burton. Vejamos: por que motivo ele atribuiu à protagonista a idade de 19 anos, colocando-a como herdeira de um poderoso empresário de comércio internacional? E por que, na última cena, ela toma um navio mercante em direção à China, no comando de uma missão de negócios?

A adaptação do livro do inglês Charles Dodgson (1832-1898), publicado sob o pseudônimo de Lewis Carrol em 1865 – ano em que se iniciou uma guerra de 4 anos entre a China a Grã Bretanha, conhecida como a 2ª Guerra do Ópio. O que era mesmo aquilo que a lagarta azul fumava de um narguile, sentada num cogumelo?

O que ela iria comprar e vender no então chamado Império do Meio? A pista para responder está na História. Naquela época, os britânicos importavam seda, porcelana e chá (...). Ingerir essa infusão de ervas era um hábito tão importante que servira de gancho para uma revolta considerada um dos estopins da guerra da Independência dos Estados Unidos: a “Boston Tea Party”, de 1773. O Parlamento inglês entregara o monopólio do comércio do chá à Companhia das Índias Orientais, pertencente aos capitalistas ingleses. Em resposta, os americanos jogaram ao mar o carregamento de chá dos navios da companhia que estavam no porto de Boston.

A balança comercial era desfavorável aos britânicos, que tinham comprado 12.700 toneladas de chá em 1720 e, em 1830, já tinham passado de 360 mil toneladas. Por outro lado, na primeira metade do século XIX o ópio representava o grosso das exportações britânicas para a China. Quando a sua importação foi proibida pela dinastia Qing, os britânicos lhe declararam guerra.

A droga era vendida ilegalmente aos chineses por mercadores ingleses que a trocavam por seda, porcelana e chá. Será por acaso que esses produtos dominam a cena de Alice, por meio do Chapeleiro Louco e seus comensais − a Lebre de Março, o Gato Risonho e o Coelho Branco? (...) a “elite social” do País das Maravilhas.

 O nome original do país com o qual a menina Alice sonhava todas as noites, aliás, era simplesmente “Underland” – o underground, instância social em que se situavam as transações mercantis envolvendo o produto aspirado pela Lagarta Azul que, ao fim da história, “morre” para se transformar em borboleta da mesma cor. Aí a simbologia se completa: ao longo da história, os ingleses trocam o comércio subterrâneo de escravos e drogas por mercadorias mais nobres, como produtos manufaturados.


Na versão de Tim Burton, antes de recusar o pedido de casamento do filho de um Lorde, a Alice cai na toca do Coelho. É importante notar que essa queda se prolonga e, ao seu término, a personagem cai sentada sobre o teto de uma sala, com os cabelos para cima. Ao olhar em torno, ela depara com um candelabro em que as velas se acham com a chama virada para baixo e, aí, cai ao chão. Isso indica que o fundo da toca coincide com um local antípoda à Europa, ou seja, o extremo oriente do planeta, onde se localiza a China.

Após o término da fantástica aventura no mundo subterrâneo, ela encara o mundo real: recusa o pedido de casamento e chama o pai do noivo para uma conversa privada. É quando ela lhe propõe sociedade num empreendimento comercial no império da Grande Muralha. (...) a protagonista deve ter vislumbrado uma realidade futura por trás dos símbolos contidos naqueles sonhos recorrentes desde a infância. E, numa pré-munição, visto um confronto interno entre brancos e vermelhos. Branco, como a droga e como era designado o próprio chá chinês obtido da camellia sinensis – chá branco. E vermelho, como é a bandeira da China, que na marinha britânica também é a cor da bandeira que representa guerra. Uma batalha da qual ela mesmo participaria (do lado branco!). Os ocidentais venceram a Guerra do Ópio e, em resultado a China abriu 50 de seus portos para o comércio com estrangeiros e a ilha de Hong-Kong permaneceu sob o domínio inglês até 1997.

A hipótese é que Tim Burton e a roteirista Linda Woolverton desenvolveram duas histórias para o filme, uma recheando a outra. (...) para poder trabalhar com dois níveis de dramaturgia, fazendo com que o plano do discurso realista enfatize e valorize a narrativa fantástica do País das Maravilhas (...), que termina com um insight de uma viajem de negócios para a China. Uma alegoria surreal e onírica sobre o colonialismo britânico, em busca das maravilhas da China.

No final das contas, o que trouxe o grande sucesso do filme foi seu visual belissimamente acabado. Os efeitos especiais são ótimos, o figurino impecável, a make dos atores é absolutamente perfeita e a construção que Tim faz de cada personagem é realmente bem interessante. Há uma grande beleza estética e as reconstruções dos cenários de Lewis Carrol foram feitas de forma extremamente cuidadosa. Do ponto de vista dos efeitos tecnológicos (3D), do design e da criatividade, não temos o que reclamar! Mas você fica o tempo inteiro esperando algo que não vem no filme.

A atriz que faz Alice não convence. Parece mais uma jovem revoltada. Não imprime personalidade. Johny Deep fica muito bom como o Chapeleiro e Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha rende boas risadas (“Cortem-lhe a cabeça!”). Mas todos os personagens ganhariam muito se a história apresentasse o conteúdo das histórias do Lewis Carrol (Alice no país das Maravilhas e Alice Através do Espelho). E aí, entendemos a grande dificuldade que essa empreitada apresentava: como falar sobre uma personagem que não cresceu, sem revisitar os clichês já conhecidos da história (a toca do coelho, o chá com o Chapeleiro, a lagarta altiva, a bebida que faz diminuir e o biscoito que faz crescer...). Tim Burton não teve de onde inventar de uma história que já está acabada.

Não é um filme infantil e nem adulto. É um filme, somente.
Para aqueles que desejarem ler a crítica de Lucino Ramos na íntegra, clique aqui.


Fica a dica! =)


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